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Estudo bíblico Espírito Santo de Deus

Estudo Bíblico A Blasfêmia contra o Espírito Santo

 

"Portanto, eu vos digo: Toda forma de pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens"
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (Mateus 12.31-32)


Do grego (blasphemia) blasphemía, pelo latim blasphemia:

1- palavras que ultrajam divindade ou a religião. 
2- Ultraje dirigido contra pessoa ou coisa respeitável.

         A declaração apresentada por Jesus neste episódio distingue a blasfêmia contra o Espírito Santo de todos os outros tipos de pecados que um ser humano pode cometer.
         É preciso, no entanto, apresentar ao leitor um dado a muito conhecido pelos teóricos do Novo Testamento com relação as expressão usadas neste período. A tradução Versão Autorizada Inglesa (King James) acertadamente traduz a expressão passa hamartia por “toda forma de pecado”. É evidente, no entanto, que o sentido da expressão é “toda outra espécie de pecado”. Portanto, a blasfêmia contra o Espírito Santo não está inclusa nesta expressão. As traduções de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil (sociedade Bíblica do Brasil) e revista e corrigida, traduzindo literalmente do grego, todo pecado, obscurecem o sentido mais amplo.

         Existem, portanto, várias interpretações sobre o que realmente é blasfemar contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse delito é imperdoável, porém as opiniões se divergem amplamente quanto ao que ele realmente pode ser. Alguns afirmam ser o suicídio, outros o adultério. Também há quem diga ser a rejeição do evangelho depois da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Poucos se detêm a examinar o contexto das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo, como acontece na maioria dos casos dos assuntos aparentemente divergentes na Bíblia. A análise cuidadosa do texto elucida alguns pontos aos quais devemos atentar. Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos chamados evangelhos sinóticos (que devem ser vistos em conjunto). Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão demoníaca o havia feito cego e mudo. Em Marcos 3, a cura não é mencionada, Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em 12.10.

         Afirmar que o mal é o bem e que luz é trevas, era pratica comum entre os fariseus. Esta prática traz em si mesma um alerta anunciado pelo profeta Isaias (Is 5.20) e agora reinterpretado porJesus como Blasfêmia contra o Espírito Santo.
         Na história da Igreja, muitos estudiosos emitiram sua opinião sobre o assunto:
         Para Irineu, Blasfêmia contra o Espírito Santo seria a rejeição do evangelho; 
         Atanásio – a negação da divindade de Cristo, a qual teve sua evidencia ao homem pela concepção do Espírito Santo;

         Orígenes – toda a quebra da lei após o batismo, Agostinho – a dureza do coração humano rejeitando a obra de Cristo[2]. 
         Vemos que a acusação feita contra Jesus em Mateus 12.24 “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”[3] de que ele não passa de um curandeiro, cujos exorcismos são feitos pelo poder maligno, acusação que se repete nos evangelhos. Contesta-se, o verdadeiro significado do poder e das obras do Messias. Não vemos no texto a negação da realidade do milagre, mas a acusação de que são diabólicos, nega-os como sinais do poder soberano de Deus. A reação de Jesus acontece em meio a uma série de parábolas rápidas que demonstram ser ilógico pensar que Satanás daria poderes aJesus a fim de destruir a si próprio. A última parábola (Mat.12:29), acerca de apoderar-se dos bens do valente, pode ser uma alusão a Isaías 49:24-25, em que Deus descreve a salvação futura com o mesmo tipo de figura de linguagem. 
         A existência de um pecado imperdoável tem mexido com a mente dos cristãos em todo mundo em todos os séculos do cristianismo. Podemos observar no contexto apresentado pelo evangelista, que a advertência de Jesus dirige-se contra os que rejeitam sua mensagem ao chamá-la de satânica. No entanto, vemos que, se há preocupação, pelo fato de que algo possa eliminar o ato do perdão de Cristo é, ironicamente, evidência de que o homem crê em Cristo e que o mesmo foi enviado por Deus, e constitui, assim, prova de que tal pessoa não cometeu o pecado contra o qual o Senhor adverte.

         Para compreendermos melhor esse assunto é preciso termos em mente o que de fato é a graça dispensada por Deus aos homens. 
         Dietrich Bonhoeffer, em sua obra intitulada Nachfolge, traduzida em português com título“Discipulado”, traz uma das melhores definições para este tópico, ao dizer que a graça barata é a maior inimiga de nossas igrejas, quando na verdade deveríamos defender a graça preciosa.
         Graça barata é graça como refugo, perdão malbaratado, consolo malbaratado, sacramento malbaratado – é graça como inesgotável tesouro da Igreja, distribuído diariamente com mãos prontas, sem pensar e sem limites; a graça sem preço, sem custo. A essência da graça seria, ao que pensamos, a conta ter sido liquidada antecipadamente e para todos os tempos. Estando a conta paga, pode-se obter tudo gratuitamente. Por ser infinitamente grande o preço pago, são também infinitamente grandes as possibilidades de uso e dissipação. Que seria graça se não fosse barata?

         A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para adquirir a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue. A graça preciosa é o Evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater. Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, lhe dar a vida,- é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho fostes comprados por preço" - e porque não pode ser barato para nós aquilo que paraDeus custou caro. A graça é graça sobretudo porDeus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós.

         A maneira como Bonhoeffer descreve o significado de “graça”, nos tranqüiliza no sentido de que, uma vez participantes dessa graça preciosa, temos instintivamente maior zelo em relação ao Sagrado. Logo somos guardados de blasfemar contra o Espírito Santo, no entanto continuamos sujeitos, como não poderia ser diferente, ao cometimento dos demais pecados.
          Atribuir as obras de Deus ao Diabo foi, no período patrístico e na idade média, o pressuposto usado para condenar à inquisição aqueles que de alguma forma não concordavam com o pensamento teológico da igreja vigente em sua totalidade nos assuntos doutrinários, como a Trindade e a divindade de Cristo. Desta maneira, declarava-se maldito, partindo do pressuposto que blasfemaram e, por conseguinte, não haveria perdão para os tais, nem de Deus nem da Igreja.

          Na sociedade pós-moderna este fato poderia se repetir, atribuindo o mesmo adjetivo ao mesmo tipo de comportamento, como por exemplo, os adeptos da confissão positiva, que acreditam que podem “determinar” que Deus cumpra isso ou aquilo, excluem deliberadamente os que não aderem esse tipo de comportamento como prática litúrgica, esquecem, no entanto que, o próprioDeus, criador dos céus e da terra, não se submete aos nossos anseios. Outro tipo comum em nossos tempos poderíamos assim dizer, são aqueles que impedem que as mulheres tenham seu papel no ofício religioso, tolhendo-as no meio eclesiástico de realizar algo além do que o ideal machista permite. 
         Semelhante a estes, podemos ressaltar, são aqueles ensoberbecidos que ousam descrever o Ser de Deus e os seus atributos, como se O Criador eterno fosse um objeto, passível de análise, excluindo séculos de pesquisas e teorias daqueles que buscaram entender, não o inimaginável do Eterno, mas os aspectos tangíveis manifestos na vida e no comportamento do ser humano.

         Esse tipo de ultraje ao Sagrado, embora não seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo no sentido mais estrito do termo, certamente se constitui em um outro pecado; a idolatria, tão condenável quanto, porém perdoável, uma vez que Deus deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê não se perca mas tenha a vida eterna -(Jo 3.16). 
         A blasfêmia contra o Espírito Santo é rejeitar a graça preciosa para a salvação em Jesus Cristo. Desta forma podemos concluir que apenas aqueles que se declaram apáticos as boas novas do Cristo, poderiam blasfemar contra o Espírito Santo, e não os cristãos, conforme recomendação do apóstolo Paulo em Efésios 4:17-22ss

 

“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida deDeus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade emJesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano”  Efésios 4:17-22


Estudo bíblico Espírito Santo de Deus

Batismo no Espírito Santo 

Introdução

At 10.44,45 “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.”

As Escrituras ensinam que o crente deve examinar e provar tudo o que se apresenta como sendo da parte de Deus (1Ts 5.21; cf. 1Co 14.29). “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1Jo 4.1). Seguem-se alguns princípios bíblicos para provar ou testar se é de Deus um caso declarado de batismo no Espírito Santo.

(1) O autêntico batismo no Espírito Santo levará a pessoa a amar, exaltar e glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo mais do que antes (ver Jo 16.13,14; At 2.11,36; 10.44-46). 

(2) O verdadeiro batismo no Espírito Santo aumentará a convicção da nossa filiação com o Pai celestial (At 1.4; Rm 8.15,16), levará a uma maior percepção da presença de Cristo em nossa vida diária (Jo 14.16, 23; 15.26) e aumentará o clamor da alma “Aba, Pai”! (Rm 8.15; Gl 4.6). Por sua vez, um batismo no Espírito Santo que não leva a uma maior comunhão com Cristo e a uma mais intensa comunhão com Deus como nosso Pai não vem dEle.

(3) O real batismo no Espírito Santo aumentará nosso amor e apreço pelas Escrituras. O Espírito da verdade (Jo 14.17), que inspirou as Escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21), aprofundará nosso amor à verdade da Palavra de Deus (Jo 16.13; At 2.42; 3.22; 1Jo 4.6). Por outro lado, qualquer suposto batismo no Espírito que diminui nosso interesse em ler a Palavra de Deus e cumpri-la, não provém de Deus.

(4) O real batismo no Espírito Santo aprofundará nosso amor pelos demais seguidores de Cristo e a nossa preocupação pelo seu bem-estar (At 2.38, 44-46; 4.32-35). A comunhão e fraternidade cristãs, de que nos fala a Bíblia, somente podem existir através do Espírito (2Co 13.13). 

(5) O genuíno batismo no Espírito Santo deve ser precedido de abandono do pecado e de completa obediência a Cristo (At 2.38). Ele será conservado quando continuamos na santificação do Espírito Santo (At 2.40; 2Ts 2.13; Rm 8.13; Gl 5.16,17). Daí, qualquer suposto batismo, em que a pessoa não foi liberta do pecado, continuando a viver segundo a vontade da carne, não pode ser atribuído ao Espírito Santo (At 2.40; 8.18-21; Rm 8.2-9). Qualquer poder sobrenatural manifesto em tal pessoa trata-se de atividade enganadora de Satanás (cf. Sl 5.4,5).

(6) O real batismo no Espírito Santo fará aumentar o nosso repúdio às diversões pecaminosas e prazeres ímpios deste mundo, refreando-nos a busca egoísta de riquezas e honrarias terrenas (At 20.33; 1Co 2.12; Rm 12.16; Pv 11.28). 

(7) O genuíno batismo no Espírito Santo nos trará mais desejo e poder para testemunhar da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (ver Lc 4.18; At 1.8; 2.38-41; 4.8-20; Rm 9.1-3; 10.1). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito que não resulte num desejo mais intenso de ver os outros salvos por Cristo, não provém de Deus (ver 4.20 nota).

(8) O genuíno batismo no Espírito Santo deve despertar em nós o desejo de uma maior operação sua no reino de Deus, e também uma maior operação de seus dons em nossa vida. As línguas como evidência inicial do batismo devem motivar o crente a permanecer na esfera dos dons espirituais (At 2.4, 11, 43; 4.30; 5.12-16; 6.8; 8.7; Gl 3.5; 

(9) O autêntico batismo no Espírito Santo tornará mais real a obra, a direção e a presença do Espírito Santo em nossa vida diária. Depois de batizados no Espírito Santo, os crentes de Atos tornaram-se mais cônscios da presença, poder e direção do Espírito Santo (At 4.31; 6.5; 9.31; 10.19; 13.2, 4, 52; 15.28; 16.6,7; 20.23).

Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito Santo que não aumentar a nossa consciência da presença do Espírito Santo, nem aumentar o nosso desejo de obedecer à sua orientação, nem reafirmar o nosso alvo de viver diante dEle de tal maneira a não entristecê-lo nem suprimir o seu fervor, não provém de Deus.

Estudo bíblico Espírito Santo de Deus

Estudo Bíblico Dons do Espírito Santo

1 Coríntios 12
Há indivíduos que se revelam extremamente talentosos em determinadas áreas, como por exemplo: na música, na oratória, no ensino, nas artes, nos esportes, etc. Os talentos ou aptidões naturais já nascem com as pessoas, sendo algo inerente à vida humana. Tanto cristãos quanto não-cristãos possuem talentos naturais, que são dados para a glória de Deus.

Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo aos cristãos para o serviço e adoração ao Senhor. Na Igreja de Corinto estavam presentes atitudes errôneas quanto ao uso dos dons espirituais, chegando alguns a utilizados como nível de vaidade espiritual. 

Havia entre os coríntios uma atitude de se cultivar o espetacular e o fascínio pelo sobrenatural, o que refletia as práticas pagãs. É preciso deixar claro que nem todas as manifestações de entusiasmo religioso provêm de Deus.

Este estudo pretende apresentar alguns princípios para unta correta utilização dos dons espirituais, sem contudo oferecer uma análise pormenorizada de cada um deles. Eles são encontrados em Romanos 12.3-8; I Coríntios 12; Efésios 4.7-12 e I Pedro 4.10-11. 

1 - A PROCEDÊNCIA DOS DONS ESPIRITUAIS

Os dons do Espírito são dádivas de Deus, como resultado de Sua graça e presença ativa na vida de Seu povo.

O Novo Testamento mostra esta procedência de diversas maneiras:

1.1. Eles são da graça de Deus.

A própria palavra "dom" indica que é algo dado por Deus, sendo um favor imerecido de Deus. Esta dádiva é gratuita e espontânea. Isso está evidente em Romanos 12.6; Efésios 4.7 e I Pedro 4.10.

1.2. Eles são do Espírito de Deus.

Em I Coríntios 12.1 a ideia é de algo espiritual: "A respeito dos dons espirituais". O verso 11 do mesmo capítulo diz que é o "Espírito" quem distribui como lhe apraz. É o Espírito Santo quem nos dota de dons espirituais. Para o escritor John R. W. Stott "O Espírito Santo é o Executivo da Divindade".

1.3. Eles são da soberania de Deus.

Os dons são presentes graciosos e a distribuição é Soberana. "Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas cousas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente" (I Co 12.11).

Assim sendo, mesmo que tenhamos de "procurar os melhores dons" (I Co 12.31), a partilha não depende da vontade humana, mas da vontade soberana do próprio Espírito Santo (Hb 2.1-4). 

Daí, não há nenhuma justificativa para inveja, arrogância e nem frustração. Cada cristão precisa estar contente com o dom que recebeu e nunca ter inveja dos outros por terem dons que você ainda não recebeu.

2. O ALCANCE DOS DONS ESPIRITUAIS

Há uma diversidade bem como uma distribuição ampla dos dons. O dom não é privilégio de um grupo seleto ou de uma determinada comunidade religiosa.

2.1. Distribuição a cada um.

Em Romanos 12.3,6; I Coríntios 12.11; Efésios 4.7 e I Pedro 4.10 há referência clara quanto à distribuição dos dons espirituais a "cada um". Todo cristão tem pelo menos um dom, mesmo que este esteja adormecido ou inativo. A Bíblia ensina que o cristão não é dotado de todos os dons.

2.2. Distribuição aos membros do corpo de Cristo.

O Apóstolo Paulo utiliza a metáfora do corpo para falar sobre a Igreja como corpo de Cristo. Neste corpo composto de sistemas coordenados, cada membro tem uma função distinta, ou seja, diferente (Rm 12.4-6; I Co 12.12,14,27).

Assim como é no corpo humano, é no Corpo de Cristo. Cada cristão tem um dom espiritual e é responsável pela sua funcionalidade. Nenhum cristão fica esquecido pelo Espírito Santo.

Portanto, o trabalho da Igreja não pode ficar apenas nas mãos de uns poucos líderes, pois os dons são dados a todos. A desculpa de que não há na Igreja pessoas capacitadas é anti-bíblica, pois a "cada um" o Espírito concede dons para o desempenho da obra.

3 - AS FINALIDADES DOS DONS ESPIRITUAIS

É preciso perguntar agora: para que o Espírito distribui dons espirituais?

3.1. Para serem utilizados.

Os dons são funcionais. A Bíblia diz que somos "despenseiros da multiforme graça de Deus", e recebemos a ordem para ser "bons despenseiros" (I Pe 4.10). Na Igreja não há lugar para a ociosidade ou comodismo.

3.2. Para assistir outros.

Os dons precisam auxiliar a outras pessoas. Eles são altruístas e não são doações para ajudar, confortar e enaltecer a nós mesmos. Conforme a tradução da Bíblia de Jerusalém, "cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos" (I Co 12.7). Veja a recomendação do Apóstolo Pedro em I Pe 4.10.

 

3.3. Para a edificação da Igreja.

"... procurai progredir, para a edificação da Igreja" (I Co 14.12). Os dons são dados para a edificação pessoal e coletiva. Quanto mais eles edificam, mais valiosos eles são. A falta de crescimento de muitas Igrejas possui como uma das causas a utilização incorreta dos dons (Ef 4.12,15,16). 3.4. Para unir a Igreja.

Está claro que a distribuição dos dons atinge a todos os membros do Corpo de Cristo. Ninguém fica sem ele. A unidade precisa ser preservada dentro da diversidade dos dons, pois o Espírito é o mesmo (I Co 12.4,5,11). E lamentável que a interpretação do significado dos dons tem provocado tantos desentendimentos. A Bíblia recomenda para que não haja divisões na Igreja (I Co 1.10).

É preciso deixar claro, de modo conclusivo, que uma coisa é o Dom do Espírito, o qual o cristão recebe por ocasião da sua conversão a Cristo, e outra coisa são os dons do Espírito, que o Espírito Santo faz depois que se encontra no coração do homem. 
Eles são dados de modo soberano e livre pelo Espírito Santo, a cada um segundo a Sua vontade e sempre com uma finalidade prática e útil. Cada cristão deve buscar uma intimidade maior comDeus para compreender qual é o seu dom e aplicá-lo ao serviço do Mestre. 

Procure uma integração mais dinâmica em sua Igreja, se envolvendo mais em suas atividades e assim o Espírito Santo estará conferindo a você os Seus dons, qualificando-o para melhor servir ao Senhor. 

Saiba que Deus quer usá-lo e através de sua vida Ele estará realizando os Seus propósitos e manifestando a Sua graça abundante em Sua Igreja. Coloque-se integralmente e sem reservas diante daquele que deseja que você seja "perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra"

PARA PENSAR

Cada cristão tem um dom espiritual e é responsável pela sua funcionalidade. Nenhum cristão fica esquecido pelo Espírito Santo.

Estudo bíblico Espírito Santo de Deus


Estudo 3 Verdades Sobre o Batismo com o Espírito Santo

“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.” At 1.5

Introdução: 
Hoje pouco se fala até mesmo nos nossos cultos, vi em um culto ministrando a palavra de Deus mais de 300 crentes receberem este batismo de fogo , há 3 verdades que mostraremos sobre este batismo de fogo quem sabe você ainda pode receber.

1. ELE FOI PROMETIDO (É UMA PROMESSA PARA OS CRENTES)

Foi prometido nos dias do Profeta Joel sobre este derramamento de poder (Joel 2.28) Foi predito e depois evidenciado aos discípulos.Foi profetizado pelas palavras de Isaías (Isaias 32.15).Nas profecias de Ezequiel sobre este derramamento também (Ezequiel 39.29).Na pregação de João Batista dizendo que Ele batizaria com o FOGO.

2.ELE FOI RECEBIDO (TODOS OS CRENTES PODEM E DEVEM RECEBER)

Por aqueles crentes na cidade de Jerusalém , os 120 discípulos (Atos 2.4).Pelos que receberam a palavra de Deus em Samaria (Atos 8.17) Você pode receber hoje também.Pelos varões na cidade de Éfeso quando Paulo perguntou se eles já conheciam este Batismo (Atos 19.6)Também pelos parentes e amigos em uma pregação na casa de Cornélio (Atos 10.44)

3. ELE É ALCANÇÁVEL PARA NOSSOS DIAS (Pode ser hoje o teu dia)

Basta você crer , pois Ele é para todos que crêem (João 7.37-39).Por aqueles que buscam

"E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.
E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? Lucas 11.9-13


Você quer receber mais não pede por que ???
Para aqueles que querem servir ao Mestre e ter uma melhoria espiritual.Por aqueles que desejam trabalharem na Seara e serem capacitados (Atos 1.8).
Conclusão:

Deus ainda continua o mesmo e Ele ainda batiza com Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de Deus, para, assim, testemunhar com poder e retidão e completar nestes dias a tarefa de evangelização nesta Terra até a vinda do Senhor Jesus.
É tempo de buscar aqueles que não receberam e se encher mais e mais aqueles que já são batizados.

Estudo bíblico Espírito Santo de Deus

Estudo Bíblico A Pessoa do Espírito Santo

INTRODUÇÃO

       Duas palavras identificam a personalidade do Espírito Santo: Santo e Espírito.Santo (do Grego Hagios): Venerável, Digno de Veneração, Sem pecado, Puro, Reto, Oposto a toda impureza.Espírito (do Grego Pneuma): Vento, Sopro, Óleo, Respiração, Vida, Poder.

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade.Ele é um com o Pai e o Filho. Nos textos abaixo podemos comprovar isto:
(1) “Pai, Filho e Espírito Santo” (Mt 3.16,17;28.19).
 (2) “Ele é uma Personalidade com quem podemos nos comunicar e nos familiarizar. (Fp 2.1; 2 Co 13.13).

A presente tarefa do Espírito Santo na terra.       
(1) Consolar - Ele é o Consolador (do Grego Parakletos). Literalmente quer dizer: Aquele que intercede, que está ao lado, um Ajudador, um Advogado. (Jo 14.16,17; 15.26; 16.7).
 (2) Líder - (Diretor) da igreja (At 8.29, 30; 13.2-4; 16.6,7; 20.28).

Símbolos do Espírito Santo      
 (1) Fogo - Purifica e refina (At 2.3; Is 4.4; Ex 13.21,22).
 (2) Água - Regenera, limpa, dá vida, dessedenta (Jo 7.38, 39; Is 44.3).
 (3) Vento - Invisível, Indescobrível, Indispensável, dá Vida, Irresistível (At 2.2; Jo 3.8).
 (4) Óleo - Unge, autoriza, escolhe, dá poder, cura (Lc 4.18; At 10.38).
 (5) Pomba - Pureza, lealdade, devoção, gentileza, inofensivo, terno amável (Mt 3.16, 17; Jo 1.32).
 (6) Selo - Segurança, proteção, direito de propriedade, garantia, como um selo lacrado de autoridade (Ef 1.13).
 (7) Penhor - Direito real, garantia, prova de pagamento (Ef 1.14).

As obras do Espírito Santo      
 (1) Criador (Gn 1.2; Sl 104.30).
 (2) Doador da vida (Gn 2.7; Jó 27.3; 33.4; Jo 6.63; Rm 8.11; Ap 11.11).
 (3) Profeta - Profeta Máximo que inspira dons de profecia (2 Pe 2.21).
 (4) Milagres - Dá poder para milagres (Mt 12.28; 1 Co 12.9-11).

Sua natureza       
(1) O Espírito Santo é Eterno (Hb 9.14).
(2) Onisciente - Tudo sabe (1 Co 2.10,11).
(3) Onipotente - Todo poder (Lc 1.35; At 1.18).
(4) Onipresente - Presente em toda parte (Sl 139.7-10).
(5) Santo (Rm 1.4).
(6) Bom (Sl 143.10).

O Espírito em relação ao Pai e ao Filho      
(1) Coopera na Obra da Igreja (1 Co 12.4-6).
(2) Está no ato do batismo, junto com o Pai e ao Filho (Mt 28.19).
(3) O mesmo Deus (At 5.3,4).
(4) Reparte a graça com os santos, juntamente com o Pai e o Filho (2 Co 13.13).
(5) Outro igual - Enviado pelo Pai e o Filho (Jo 14.16; 16.14,15).

O caráter do Espírito Santo       
(01) Intercede (Rm 8.27).
(02) Fala (1 Tm 4.1; Ap 2.7).
(03) Ouve (Jo 16.13).
(04) Ensina (Jo 14.26; 1 Co 2.13).
(05) Testifica (Jo 15.26).
(06) Ama (Rm 15.30).
(07) Conhece (1 Co 2.11).
(08) Tem vontade própria (1 Co 12.11).
(09) Pode ser entristecido (Ef 4.30; Is 63.10).
(10) Convence (Jo 16.8).
(11) Guia (Jo 16.13).
(12) Pune e castiga (At 5.1-11).
(13) Revela (1 Co 2.10).
(14) Sonda - Penetra até as profundezas (1 Co 2.10).
(15) Faz lembrar (Jo 14.26).
(16) Convida (Ap 22.17).
(17) Habita no crente em Jesus Cristo (1 Co 6.19).
(18) Faz clamarem os corações (Gl 4.6).

Ele é um dom de Deus       
(1) Dado àqueles que pedem - àqueles que querem (Lc 11.13).
(2) Deve ser recebido como um dom (At 2.38, 39).
(3) Dado aos que obedecem a Deus (At 5.32).
(4) Deus nos deu o Seu Espírito (1 Ts 4.8).

O Poder do Espírito Santo       Quando o artigo definido (o, a, os, as) estiver ausente na língua grega, indica poder, dom ou manifestação do Espírito, em vez da Pessoa do Espírito em Si mesma. Indica o Dom em vez do Doador. A presença do artigo, portanto, indica a pessoa. O artigo está ausente, indicando, portanto, o poder, o dom ou as manifestações do Espírito nas seguintes passagens: Mt 1.18,20; Mc 1.8; Lc 1.15,35, 41, 67; 2.25; 3.16; 4.1; 11.13; Jo 1.33; 7.38,39; 20.22; At 1.2, 5; 4.8,31; 6.3,5; 7.55; 8.15,17,18; 9.17; 10.38; 11.16,24; 13.9,52; 19.2,6; Rm 5.5; 9.1; 14.17; 15.13,16; 1 Co 2.13; 6.19; 12.3; 2 Co 6.6; 1 Ts 1.5,6; 2 Tm 1.14; Tt 3.5; Hb 2.4; 6.4; 1 Pe 1.12; 2 Pe 1.21; Jd 20.

Estudo bíblico Espírito Santo de Deus

INTRODUÇÃO
É essencial que os crentes reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o Espírito Santo, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo.

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.

Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26; ). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11, nota sobre a Trindade).

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO.

(1) A revelação do Espírito Santo no AT. Para uma exposição da operação do Espírito Santo no AT, 

(2) A revelação do Espírito Santo no NT. (a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4; ). (b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação. Na conversão, o Espírito passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22,23;  1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6). (c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito (ver o estudo O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO). Quando somos batizados no Espírito, recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (1.8; 4.31) e a operar milagres (2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). (d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2).

(3) As diversas operações do Espírito são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do Espírito Santo formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em Cristo, (b) um santo viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo Espírito, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas

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